Encenação Rafaela Lacerda
Seis
encontros, seis conversas entre um preso e uma psicóloga. Ele tem os
pulsos envoltos em ligaduras. Ela chega sempre atrasada. Duas pessoas
aparentemente muito diferentes, de mundos muito distantes. Uma
peça que nos mostra que um preso e uma psicóloga podem ser
iguais, independentemente do lado da grade por onde vêem o outro.
Y
Posso confiar em
si?
W
Como?
Y
Se posso confiar em si?
W
Porque é que
pergunta isso?
Y
Porque não?
W
Não é costume
as pessoas serem assim tão directas.
Y
O que é um
costume?
W
É o que a
maioria costuma fazer, é o que estamos à espera.
Y
Eu não sinto que
faça parte da maioria. Mas não respondeu à minha pergunta.
Esta peça foi distinguida com
Menção Honrosa INATEL/TEATRO – Novos Textos 2005 e com a
Distinção João Osório de Castro, pelo Fórum Teatral Ibérico, em
2008.
O
Texto encontra-se publicado na Revista FATAL N.º 3 (2010), publicada
pelo Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa/Reitoria da
Universidade de Lisboa.
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